{"id":1982,"date":"2026-03-09T10:44:25","date_gmt":"2026-03-09T13:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/fima.org.br\/?p=1982"},"modified":"2026-03-09T12:02:10","modified_gmt":"2026-03-09T15:02:10","slug":"carla-kruk-os-desafios-do-saneamento-no-uruguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fima.org.br\/?p=1982","title":{"rendered":"Carla Kruk: os desafios do saneamento no Uruguai"},"content":{"rendered":"<p><em>Saneamento universal at\u00e9 2030<\/em><br \/>\n<em>A legisla\u00e7\u00e3o no Uruguai e os desafios para implementar medidas necess\u00e1rias.<\/em><\/p>\n<h4><\/h4>\n<h4><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1757\" src=\"https:\/\/fima.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Captura-de-Tela-2026-02-10-as-23.06.54-266x300.png\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/fima.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Captura-de-Tela-2026-02-10-as-23.06.54-266x300.png 266w, https:\/\/fima.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Captura-de-Tela-2026-02-10-as-23.06.54-768x865.png 768w, https:\/\/fima.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Captura-de-Tela-2026-02-10-as-23.06.54.png 856w\" sizes=\"auto, (max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/><br \/>\nEntrevista com a pesquisadora Carla Kruk Gencarelli, palestrante do FIMA 2026<\/h4>\n<p><em>O FIMA 2026 pergunta o que fazer com um problema local, nacional e de muitos outros pa\u00edses. Saneamento e res\u00edduos n\u00e3o s\u00e3o tratados da forma correta por muitos governos o que acaba afetando a sa\u00fade e a dignidade da popula\u00e7\u00e3o das periferias e \u00e1reas distantes. No Brasil, o problema se potencializa por sua extens\u00e3o continental. Mas, e o que acontece em pa\u00edses com territ\u00f3rios menores, como o Uruguai?<\/em><\/p>\n<p><em>Esta quest\u00e3o ser\u00e1 respondida durante o F\u00f3rum Internacional do Meio Ambiente por uma pesquisadora que \u00e9 uma refer\u00eancia no tema, atuando inclusive junto ao\u00a0 Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura do Uruguai. <a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?q=Carla+Kruk+Gencarelli&amp;rlz=1C5CHFA_enBR1174BR1174&amp;oq=Carla+Kruk+Gencarelli&amp;gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOdIBCDEyMjRqMGo0qAIAsAIB&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8\"><strong>Carla Kruk Gencarelli<\/strong> <\/a>\u00e9 bioqu\u00edmica, mestre em Biologia e doutora em Ci\u00eancias da Vida pela Universidade de Wageningen, na Holanda. Docente no Departamento de Modelagem Estat\u00edstica de Dados e Intelig\u00eancia Artificial\u00a0 e no Instituto de Ecologia e Ci\u00eancias Ambientais da Faculdade de Ci\u00eancias na Universidade da Rep\u00fablica do Uruguay &#8211; UDELAR, Carla coordena a Rede Tem\u00e1tica Ambiental (RETEMA) da Udelar. E faz parte do conselho diretor da Comunidade Uruguaia de Ecologia (CODE-UY).<\/em><\/p>\n<p><em>Em uma entrevista para o FIMA\/ARI, Carla Kruk antecipou o que apresentar\u00e1 em dois pain\u00e9is do evento. Em 2004, o Uruguai tornou-se o primeiro pa\u00eds do mundo a incorporar o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e ao saneamento como direitos humanos fundamentais em sua Constitui\u00e7\u00e3o. L\u00e1, o saneamento \u00e9 um servi\u00e7o p\u00fablico essencial prestado direta e exclusivamente pelo Estado. Mas parte do trabalho ou da gest\u00e3o \u00e9 terceirizada o que gera questionamentos por contrariar a legisla\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Reportagem de<strong> Daniela Sallet<\/strong><\/p>\n<p><em>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o no Uruguai em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o do saneamento universal: concess\u00e3o, privatiza\u00e7\u00e3o ou gest\u00e3o direta pelo Setor P\u00fablico?<\/em><\/p>\n<p>\u2014 O acesso universal ao saneamento \u00e9 um desafio internacional. \u00c9 tamb\u00e9m um desafio para o Uruguai, apesar de ser um pa\u00eds com uma popula\u00e7\u00e3o de tr\u00eas milh\u00f5es e meio de habitantes e um dos primeiros a reconhecer o saneamento como um direito humano fundamental. Em 2004, o Uruguai tornou-se o primeiro pa\u00eds do mundo a incorporar o acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel e ao saneamento como direitos humanos fundamentais em sua Constitui\u00e7\u00e3o, por meio de uma reforma do Artigo 47 apoiada por mais de 64% da popula\u00e7\u00e3o. Este artigo estabelece que o saneamento \u00e9 um servi\u00e7o p\u00fablico essencial prestado direta e exclusivamente pelo Estado, priorizando o interesse geral em detrimento da gest\u00e3o privada. A OSE (Obras Sanitarias del Estado, a empresa estatal de \u00e1gua e saneamento) \u00e9 a empresa nacional respons\u00e1vel pelo saneamento em todo o pa\u00eds, exceto na capital, Montevid\u00e9u, onde a responsabilidade \u00e9 do Governo Departamental.<\/p>\n<p><em>Como est\u00e1 o atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o hoje no Uruguai?<\/em><\/p>\n<p>Atualmente, a cobertura de saneamento nos domic\u00edlios uruguaios \u00e9 desigual (Censo de 2023, Instituto Nacional de Estat\u00edstica: INE). Nas \u00e1reas urbanas, 66,8% dos domic\u00edlios conectam seu saneamento a uma rede p\u00fablica e 32,1% possuem fossas s\u00e9pticas, enquanto nas \u00e1reas rurais, e principalmente nas \u00e1reas costeiras, essa propor\u00e7\u00e3o se inverte, com apenas 2% dos domic\u00edlios conectados \u00e0 rede e 94,5% utilizando fossas s\u00e9pticas. Aqui, \u00e9 crucial discutir o que entendemos por saneamento e que tipo de saneamento desejamos. O Plano Nacional de Saneamento (PNS) do Uruguai, criado em 2020, \u00e9 um instrumento de planejamento que aborda o acesso ao saneamento para toda a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e define as pol\u00edticas e diretrizes a serem seguidas, com o objetivo de saneamento universal at\u00e9 2030. Ele afirma que <em>&#8220;o saneamento impacta diretamente a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o, seu entorno imediato e o meio ambiente, contribuindo para a inclus\u00e3o social e para a dignidade e sa\u00fade dos indiv\u00edduos&#8221;<\/em>. A defini\u00e7\u00e3o de &#8220;<em>saneamento adequado&#8221;<\/em> \u00e9 aquele que gerencia as \u00e1guas residuais de forma segura, de modo que n\u00e3o entrem em contato com as pessoas em nenhum momento, protegendo a sa\u00fade dos indiv\u00edduos, seu entorno imediato e o meio ambiente, e que tamb\u00e9m deve ser acess\u00edvel a todos.<\/p>\n<h4>\u00abNo Uruguai, o saneamento \u00e9 um servi\u00e7o p\u00fablico essencial prestado direta e exclusivamente pelo Estado\u00bb<\/h4>\n<p><em>Quais os principais desafios a partir do que est\u00e1 previsto na legisla\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Dentro dessa estrutura, existem v\u00e1rios desafios. Um deles \u00e9 o de fornecer sistemas de saneamento adequados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em cidades onde os sistemas de esgoto tradicionais s\u00e3o invi\u00e1veis por v\u00e1rios motivos, incluindo baixa densidade populacional, tipo de solo e fatores econ\u00f4micos. Tamb\u00e9m \u00e9 frequente que os sistemas coletivos de saneamento sejam inadequados e gerem problemas de contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas subterr\u00e2neas e polui\u00e7\u00e3o dos ecossistemas aqu\u00e1ticos em geral, incluindo praias. Fossas s\u00e9pticas frequentemente liberam efluentes, \u00e0s vezes de acordo com as normas, que ent\u00e3o escoam para o meio ambiente circundante ou, durante tempestades, inundam terrenos e chegam at\u00e9 mesmo \u00e0s \u00e1reas costeiras.<\/p>\n<p>Embora o saneamento no Uruguai seja gerenciado diretamente pelo setor p\u00fablico, tanto a OSE (empresa estatal de \u00e1gua e saneamento) quanto a Prefeitura de Montevid\u00e9u terceirizam (privatizam) parte do trabalho ou da gest\u00e3o para empresas privadas, frequentemente cons\u00f3rcios com componentes transnacionais, enquanto a pr\u00f3pria OSE est\u00e1 sofrendo cortes de verbas. Esses contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o nem sempre s\u00e3o bem controlados devido \u00e0 falta de pessoal, al\u00e9m de gerarem polui\u00e7\u00e3o e interromperem o servi\u00e7o. Nesse sentido, a popula\u00e7\u00e3o uruguaia frequentemente questiona essas privatiza\u00e7\u00f5es por desrespeitarem a Constitui\u00e7\u00e3o nacional. Como resultado, \u00e9 muito comum em todo o pa\u00eds a contamina\u00e7\u00e3o por esgoto dos ecossistemas em geral, das \u00e1guas em \u00e1reas de lazer (praias, reservat\u00f3rios, rios) e das fontes utilizadas para tratamento de \u00e1gua, incluindo po\u00e7os artesianos.<\/p>\n<p><em>O que os participantes do FIMA 2026 v\u00e3o conhecer sobre o modelo uruguaio de saneamento?<\/em><\/p>\n<p>Nesta apresenta\u00e7\u00e3o, detalharemos as mudan\u00e7as hist\u00f3ricas no Uruguai, os diferentes tipos de sistemas de saneamento existentes, os recentes processos de privatiza\u00e7\u00e3o e as mobiliza\u00e7\u00f5es sociais a eles relacionadas. Discutiremos tamb\u00e9m as poss\u00edveis mudan\u00e7as em curso para viabilizar outros tipos de saneamento, principalmente em algumas \u00e1reas costeiras. Acreditamos que a diversifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de saneamento \u00e9 necess\u00e1ria, assim como a coordena\u00e7\u00e3o com moradores, organiza\u00e7\u00f5es, munic\u00edpios e cooperativas, a fim de encontrar as solu\u00e7\u00f5es de saneamento mais adequadas e aceitas para cada ambiente espec\u00edfico. Isso se baseia na convic\u00e7\u00e3o de que o acesso universal s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se os m\u00e9todos de saneamento forem diversificados e as comunidades estiverem diretamente envolvidas nesse processo.<\/p>\n<p><em>No litoral do Rio Grande do Sul temos uma grande discuss\u00e3o sobre a flexibiliza\u00e7\u00e3o das normas para permitir grandes constru\u00e7\u00f5es em praias, o que sempre gera impactos ambientais. Qual a situa\u00e7\u00e3o no seu pa\u00eds e exemplos que podem ser \u00fateis para o Brasil?<\/em><\/p>\n<p>No Uruguai, as normas at\u00e9 recentemente estavam desatualizadas (1979) e muito brandas. Foi somente no final de 2025 que elas foram modificadas para incorporar mais indicadores de contamina\u00e7\u00e3o fecal e para serem mais rigorosas quanto aos n\u00edveis m\u00e1ximos permitidos em efluentes e ecossistemas aqu\u00e1ticos. Devido a esse ajuste tardio das normas e a v\u00e1rios dos aspectos mencionados em resposta \u00e0 primeira pergunta, grande parte de nossos ecossistemas aqu\u00e1ticos e de transi\u00e7\u00e3o, tanto superficiais quanto subterr\u00e2neos, apresenta contamina\u00e7\u00e3o fecal. Isso tem sido prejudicial \u00e0s \u00e1reas tur\u00edsticas e aumentou os custos de tratamento de \u00e1gua, tornando-se uma das principais causas de morte em crian\u00e7as de 5 meses a 2 anos de idade. Particularmente nas \u00e1reas tur\u00edsticas do Uruguai, estudamos o aumento de doen\u00e7as transmitidas pela \u00e1gua associadas \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o fecal em praias onde os n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais altos. Isso afeta n\u00e3o s\u00f3 a \u00e1gua do mar, mas tamb\u00e9m as \u00e1guas subterr\u00e2neas e os sedimentos. Al\u00e9m disso, nos \u00faltimos anos, alternativas de biorremedia\u00e7\u00e3o utilizando microrganismos nativos e eficientes, produzidos por uma cooperativa local, come\u00e7aram a ser desenvolvidas. Essas alternativas est\u00e3o se mostrando eficazes no controle da polui\u00e7\u00e3o, tanto em sistemas de saneamento antes que ela chegue aos ecossistemas quanto, em alguns casos, em sua aplica\u00e7\u00e3o a pequenos c\u00f3rregos que des\u00e1guam nas praias. Neste painel, discutiremos esses aspectos e tentaremos contribuir de alguma forma para a solu\u00e7\u00e3o do problema no Brasil.<\/p>\n<p><em>O que mais preocupa um cientista como voc\u00ea quando falamos de saneamento e res\u00edduos em pa\u00edses como os nossos? Os governos est\u00e3o cientes do problema e est\u00e3o fazendo o necess\u00e1rio?<\/em><\/p>\n<p>No Uruguai, que \u00e9 o pa\u00eds que conhe\u00e7o melhor, embora haja preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade da \u00e1gua e seu monitoramento, n\u00e3o h\u00e1 visibilidade dos efeitos negativos da degrada\u00e7\u00e3o da qualidade da \u00e1gua, neste caso a contamina\u00e7\u00e3o fecal, mas tamb\u00e9m poderia ser causada por cianobact\u00e9rias, produtos qu\u00edmicos, etc. O governo n\u00e3o reconhece essa conex\u00e3o com a sa\u00fade, a economia, o turismo e os valores culturais de cada comunidade. No entanto, as comunidades locais est\u00e3o preocupadas e buscam alternativas para proteger o meio ambiente e tudo o que ele engloba. As solu\u00e7\u00f5es implementadas s\u00e3o gen\u00e9ricas, n\u00e3o adequadas ao contexto local e n\u00e3o consideram as mudan\u00e7as a longo prazo e seus efeitos. Nossos filhos nascer\u00e3o e viver\u00e3o em ambientes cada vez mais polu\u00eddos, os turistas deixar\u00e3o de visitar lugares onde adoecem e n\u00e3o poderemos mais desfrutar das belas paisagens naturais que existem em nossos pa\u00edses.<\/p>\n<p>(Livre a reprodu\u00e7\u00e3o, citada a fonte)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Saneamento universal at\u00e9 2030 A legisla\u00e7\u00e3o no Uruguai e os desafios para implementar medidas necess\u00e1rias. Entrevista com a pesquisadora Carla Kruk Gencarelli, palestrante do FIMA 2026 O FIMA 2026 pergunta o que fazer com um problema local, nacional e de muitos outros pa\u00edses. 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