
O segundo e último dia do 13º FIMA (Fórum Internacional do Meio Ambiente), que está sendo realizado no Memorial da Assembleia Legislativa, com a organização da ARI (Associação Riograndense de Imprensa) teve seu início nesta quinta-feira com o painel “Projetos e práticas que interferem na conservação do Pampa”.
E mostrando o sucesso do evento, mais uma vez houve grande presença do público, escutando as explanações e depois tendo a possibilidade de fazer perguntas aos painelistas.
A mesa de palestrantes teve a mediação da bióloga Luiza Chomenko. O professor da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) Adriano Severo Figueiró, falou sobre os “Projetos de (Des)Envolvimento para o Pampa Brasileiro: Ameaças e Resistências”. Por sua vez, Marcos Borba, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Sul — Bagé, discorreu sobre a “Agroecologia, Redes e Território: a pecuária familiar e a conservação do Pampa”.
A mesa também contou com as irmãs Marcia e Vera Colares. Marcia é coordenadora do grupo UPP Camaquã (União Pela Preservação do Rio Camaquã), e teve como tema o “Histórico da luta contra a mineração e panorama das ações na área ambiental no território”. Já Vera, que é a presidente da AGrUPa (Associação para Grandeza e União de Palmas) explanou sobre a “Pecuária familiar para preservação do Pampa”.
A cereja do bolo do primeiro painel desta quinta-feira do 13º FIMA foi a participação especial do cineasta Rogério Atama Rodrigues, da Atama Filmes, diretor do documentário “Sobreviventes do Pampa”. Ele falou sobre o filme, que estreou na semana passada em salas de cinema do estado. A partir de 35 depoimentos, “Sobreviventes do Pampa“ aborda a destruição silenciosa do bioma Pampa e suas consequências na vida das comunidades da região. Entre os depoentes, estão fazendeiros, artistas, agricultores, moradores de assentamentos e quilombolas, que contribuem com análises históricas, sociais e culturais sobre a importância de preservação da região.
Texto: Chico Izidro
Foto: Mariana Czamanski

