No final do FIMA, ARI divulga a Carta do evento
Como último ato antes do encerramento do FIMA 2026, o presidente da ARI, José Nunes, ao lado da 2a. Vice-Presidente Cláudia Coutinho, e dos diretores de meio ambiente da Associação João Batista Santafé Aguiar e Daniela Sallet leu a Carta do evento que é dirigida a todos.

A seguir, a íntegra do documento:
Associação Riograndense de Imprensa
Carta do 14º Fórum Internacional do Meio Ambiente (FIMA)
INVESTIR EM SANEAMENTO
É INVESTIR EM SAÚDE PÚBLICA
Sob a inspiração do inesquecível ecologista José Lutzenberger no ano do centenário de seu nascimento, a Associação Riograndense de Imprensa – ARI reafirma publicamente seu compromisso com a pauta ambiental e conclama autoridades públicas e cidadãos a se engajarem nas seguintes recomendações apresentadas pelos painelistas e demais participantes do 14º Fórum Internacional do Meio Ambiente, realizado nos dias 20 e 21 de março no Auditório Ana Terra, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre:
- Mais investimentos em saneamento – Saneamento é saúde pública. Gestores, legisladores e políticos em geral precisam superar a visão equivocada de que enterrar cano não rende voto. Ausência de saneamento custa caríssimo em doenças e degradação ambiental.
- Gestão de Resíduos, Logística Reversa e Inclusão – Em cumprimento à Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o FIMA defende a efetiva aplicação da logística reversa (que é a reutilização de material descartado) e a reciclagem continuada. Nesse contexto, cabe ao poder público reconhecer, apoiar e dignificar o trabalho dos catadores e recicladores, que são agentes centrais e indispensáveis na cadeia da sustentabilidade. Igualmente imprescindíveis são a erradicação dos lixões e o manejo adequado dos resíduos.
- Valorização da Ciência e da Educação Ambiental: As decisões sobre recursos naturais e infraestrutura devem ter profundo respaldo científico, fortalecendo a participação civil. A educação ambiental crítica deve ser obrigatória nos currículos escolares.
- Preservação Imediata do Litoral Norte do RS: No âmbito estadual, o FIMA chama a atenção para a degradação dos ecossistemas do Litoral Norte e destaca como imperativo barrar o despejo de efluentes insuficientemente tratados na bacia do Rio Tramandaí, o que contamina a água e ameaça o sustento de comunidades tradicionais, como a pesca cooperativa com botos.
- Resgate do legado de Lutzenberger – Os ensinamentos de José Lutzenberger continuam atualíssimos e devem servir de orientação tanto para políticos e autoridades públicas no exercício de seus mandatos quanto para os profissionais de imprensa na análise e na cobertura das questões ambientais.
- O Jornalismo Profissional como Guardião: Para combater a desinformação e contextualizar a crise ambiental, é vital apoiar o jornalismo profissional e independente. A imprensa tem o papel indelegável de fiscalizar rigidamente o cumprimento das metas de saneamento.

Como conclusão, a Associação Riograndense de Imprensa e seus parceiros na realização do Fórum Internacional do Meio Ambiente lembram que esses são apenas alguns dos desafios que precisam ser enfrentados com urgência pelos governantes e pela sociedade para que ainda tenhamos possibilidades de reverter o desequilíbrio climático, o aquecimento global e suas consequências preocupantes para toda a vida na terra. A sustentabilidade e o saneamento universalizado devem deixar de ser meros discursos de campanha política para se tornarem práticas diárias e efetivamente transformadoras.
